terça-feira, 25 de agosto de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
PONTO YPORANGA - Uma Realidade Cultural para Sete Lagoas

Ponto de Cultura Selecionado para ser implantado em Sete Lagoas.
O que será realizado no projeto?
O Ponto Yporanga abrangerá atividades intergeracionais visando o fomento, o resgate, a valorização e a disseminação das vocações culturais existentes na região. Haverá oficinas de artesanato, música, dança, teatro, contação de histórias, construção de textos, inclusão digital (atividades multimídia), fotografia, culinária regional, organização de seminários, mostras, palestras, excursões, visitas dirigidas, profissionalização de adolescentes, jovens, adultos e idosos, criação de produtos culturais, otimizando espaços e equipamentos sociais, sendo gerido pela instituição proponente em parceria com comunidades, instituições e associações parceiras, sistematizadas em conselho intersetorial.
Em qual(is) espaço(s) físico(s) serão realizadas as atividades do projeto?
Nas 04 unidades do SERPAF, nas sedes das entidades parceiras, equipamentos sociais existentes nas comunidades das cidades participantes e em tenda itinerante.
JUSTIFICATIVA
Por que a instituição inscreveu o projeto nesse edital?
Porque o SERPAF e seus parceiros querem contribuir ainda mais com o crescimento da região, resgatar e valorizar culturas diversas, através da atuação em rede. Queremos ainda estabelecer uma maior comunicação e mobilização cultural uma vez que até o momento a região está segmentada e sem articulação nesta área, o que gera a necessidade de um Ponto de Cultura. O SERPAF e parceiros há alguns anos vem propondo atividades intergeracionais que, com a oportunidade de ser um Ponto de Cultura, desenvolverão estas ações profissionalmente, estimulando, valorizando, resgatando e descobrindo junto as famílias e comunidades, seus valores e vocações culturais.
Como surgiu a iniciativa de inscrever o projeto?
A interatividade sonhada pelo SERPAF e seus parceiros vem se solidificar com a oportunidade de participação no Edital do Ponto de Cultura, um desafio para concretização da política cultural em rede. O SERPAF com sua vocação e experiência em ações culturais intergeracionais voltadas para a população vulnerável socialmente, reconhecidas e apoiadas pela política cultural do município, considera um grande valor completar seu projeto com um Ponto de Cultura. Sendo esta, uma grande oportunidade de ampliar, através de um trabalho em rede, a inclusão social multicultural e intergeracional – demanda imperativa na região.
Apoio:
Rede aan!
voluntária da cultura
sábado, 2 de maio de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
Uma Realidade
Apesar das criticas de uso político dos pontos de cultura, não se pode negar sobre os fatores positivos que envolvem sua implantação. As reuniões que acontecem no Casarão “Nhô Quim Drummond” reunindo representantes de varias entidades e associações, nos trouxeram algumas certezas e como não poderia deixar de ser, dúvidas novas que nos obrigam a exercícios cada vez mais qualificados de debates.
Sete lagoas parece ter deixado para trás de vez, sua vocação sectária, segregacionista e centralizadora, no aspecto de políticas culturais, em modelo viciado e balizado por políticas de mesmo naipe que aqui fizeram escola.
A nossa comunidade mostra-se madura o suficiente para levar a termo debates inteligentes e produtivos, onde questões de ego e interesses pessoais são sobrepujadas pelos interesses maiores que fazem eco entre nós. Estas reuniões acontecem em clima cordial e de rica troca de contribuições tendo em vista o bem comum.
A presença do Poder Publico representado pela secretaria de cultura, atuando de forma despojada e livre dos vícios da arrogância e prepotência, reforçando o alto nível democrático de nosso debate. Temos em nosso grupo instituições fortes como a Prefeitura e Unifemm, associações de tradição e serviços prestados como o Serpaf (o proponente), o Clube de Letras e Grupo Convivência e os pontas de lança em defesa de um novo modelo cultural como a Rede AAN e o Tático Cultural, atuando quase que como guerrilheiros do pensamento, ocupando de forma corajosa o front desta batalha.
Batalha que para muitos foi dada por perdida, rendidos que estavam pelas evidencias e certezas de anos de tentativas frustradas em se estabelecer nossos produtos culturais e fazer florescer novos talentos.
O largo espectro de representação alcançou outras entidades e as cidades vizinhas de Paraopeba e Santana de Pirapama como bem descreve Demétrius Cotta em artigo anterior. Por isto tudo, temos a ousadia de afirmar que, ganhando ou não nossa candidatura ao ponto de cultura em seu aval institucional, o nosso Ponto Yporanga já é uma realidade como a grande mesa de planejamentos e estudos em que a nossa comunidade, de forma representativa, se senta para discutir e traçar novos rumos culturais para Sete lagoas. Pode-se questionar quanto aos valores previstos pelo Governo Federal e Estadual (realmente irrisórios) diante do gigantesco esforço e tempo gastos nesta empreitada.
Poderíamos afirmar quanto a isto que estes valores são como uma espoleta a catalisar as enormes demandas da sociedade com relação à cultura, que representa sem duvida, o oxigênio do nosso pulmão social. Podemos unir em torno destes projetos no segundo momento, como parceiros, empresas de consciência social e cultural e os agentes financeiros de visão atual e aberta. Considerando que este ar social se encontra rarefeito, trazendo como conseqüência toda esta degradação que assistimos no cotidiano, a cultura vem a ser mais que um lazer ou supérfluo, uma necessidade imperiosa de uma sociedade que sofre, vitima e algoz de si mesma.
A cultura tem esta propriedade de ser o flutuador e contraponto ao esgarçamento e deterioração da teia social. A distribuição justa do PIB de um município com a conseqüente irrigação das suas artérias sociais e culturais, quebra a brutal má distribuição de rendas e provoca a redução conseqüente dos seus graves problemas sociais.
Isto só se torna possível se capital e cultura conseguirem se comprometer em um pacto de alto nível criando um sonhado modelo de sociedade mais humano e justo. Como sonhar não custa nada, porque não sonhar com uma comunidade sem oásis e desertos e onde o bem comum é a qualidade de vida que sobra do esforço coletivo e beneficia a todos?
João Drummond
PONTODE CULTURA DO GOVERNO EM SETE LAGOAS

ENTREVISTA
(Raan!)Qual a sua expectativa quanto a participação do Serpaf como aspirante a um ponto de cultura do governo ?
Adriane /As melhores. Estou muito esperançosa e confiante de que este nosso esforço trará um Ponto de Cultura para Sete Lagoas. Para o SERPAF está sendo muito bom estar participando deste edital não somente pelo fato de ter a oportunidade de ser proponente, mas especialmente pela riqueza das discussões e o crescimento que a elaboração deste projeto está trazendo para toda a equipe.
(Raan!) Qual a importância de um ponto de cultura para sete lagoas?
Adriane / Nossa região tem um potencial maravilhoso de vocações e talentos culturais, porém há pouco investimento no setor. A vinda deste Ponto de Cultura para cá poderá alavancar um novo cenário. Outro fator importante é que neste projeto estamos atrelando não somente entidades civis e comunidades, mas também secretarias. É imperativa a mudança de visão e postura no que diz respeito a descentralização exagerada de exercícios, respeitando, é claro, as especificidades de cada pasta, é necessário, vital para o crescimento saudável da cidade, que haja políticas públicas unificadas de educação, cultura, saúde e assistência social. Nosso projeto contempla isto – uma proposta de trabalho conjunto entre secretarias. Na minha concepção não é possível pensar em cultura sem educação e em educação sem cultura....
Ressalto ainda que o Ponto não tem característica municipal, ele é regional – abrangerá também Paraopeba e Santana de Pirapama.
(Raan!) Como foi formado o conselho que atuará na administração do Ponto de Cultura, em caso de implantação do mesmo em nossa cidade?
Adriane / Numa iniciativa inédita na cidade, estamos conseguindo, com as Graças de Deus!, somar esforços e trabalhar em equipe. Estamos unidos: SERPAF, Grupo de Convivência, Clube de Letras, Associação Comunitária da Pontinha, Rede Aan e CRAS de Santana de Pirapama, além de todo o apoio da Secretaria de Cultura e de Justiça Social de Sete Lagoas e da UNIFEMM. Este tem sido um exercício maravilhoso: muitas pessoas não conseguem ainda entender e praticar parcerias, mas já nos consideramos vitoriosos somente pelo fato de termos conseguido romper a cultura do individualismo e da competição entre entidades para viver uma partilha de ideais, de sonhos, de experiências, de desejos....
Formamos um Conselho Gestor do projeto formado por membros das entidades citadas que vai realizar, monitorar e avaliar o projeto de forma sistematizada.
(Raan!) Quais as estratégias orquestradas pelo grupo multidisplinar que se formou em torno do projeto.
Adriane / Em primeiro lugar, o respeito pelo outro. Isto é a base de tudo. Não estamos competindo, estamos somando, então todos temos o que ensinar e o que aprender com o outro.
Na elaboração do projeto, nos reunimos incansáveis vezes para a formatação do mesmo e agora estamos na fase de divisão de tarefas.
Para a realização do mesmo, cada entidade irá realizar oficinas, palestras, seminários com o público do projeto. Dividimos, na verdade, gestores e talentos multiplicadores. A idéia é de uma rede que começamos a fiar e que os novos talentos, as comunidades beneficiadas continuarão. Trabalhamos com a proposta da multiplicação, do dar as mãos, do preparar o “bastão e motivar o vôo”.... Enfim, estaremos, se contemplados, exercitando o protagonismo de crianças, jovens, adultos e idosos ( público do projeto ).
Outro fator que vale ressaltar é que nos pautamos na realidade que vivemos, o projeto é totalmente executável, ou seja, é “pé no chão”. Esta é uma estratégia de sobrevivência de qualquer projeto seja ele cultural ou social, ter os pés no chão, tentar fazer o máximo com o mínimo.
(Raan!) A comunidade local pode ser beneficiada pelo ponto de cultura em que sentido?
Adriane / A previsão é de um público de 15.000 pessoas direta e indiretamente. Haverá oficinas culturais e de inclusão digital diversas em vários pontos das 3 cidades, além de seminários, palestras, mini- cursos, exposições, lançamento de produtos culturais. Enfim, a idéia é abranger um número grande de pessoas, que após determinado período irá multiplicar as oficinas para outras, formando uma rede cultural intergeracional, intersetorial e intermunicipal. Novos talentos surgirão, serão dadas oportunidades a talentos ainda tímidos....
(Raan!) Existirá uma coordenação específica para o Ponto de Cultura?
Adriane / Sim. Será necessário em função do número de ações e pelo caráter intermunicipal. Além disto, a proposta é inovadora, requer algumas especifidades como uso de softwares livres nas oficinas de inclusão digital, um trabalho contínuo e alimentador da rede protagônica e multiplicadora que pretendemos oportunizar ao público do projeto. Além disto, há prestações de contas, relatórios, parcerias. Muito trabalho!
(Raan!) A visibilidade comunitária do Serpaf, certamente será ampliada em caso de implantação do ponto de cultura, essa visibilidade será positiva para a instituição?
Adriane / Sim. Esta é uma grande preocupação minha. Muitas pessoas acham que o SERPAF acabou. Não! Quero mostrar que o SERPAF está mais vivo do que nunca, o que fizemos foi retomar o desejo e a filosofia de minha vó ( Helena Branco ) que fundou a instituição. Este projeto vem de encontro às necessidades do SERPAF e à filosofia, pois trabalhamos a criança, o jovem e a família para o protagonismo, para a realização de ações mobilizadoras e de impacto na comunidade. E umas das estratégias mais fortes que temos é a ARTE. A arte alivia, trabalha, sublima, cura. A Arte provoca mudanças inacreditáveis na vida das pessoas.
Então, além de acreditar muito na importância da vinda do Ponto de Cultura para Sete Lagoas como promotor de mudança, ele dará sim, mais visibilidade ao nosso trabalho e à comunidades onde atuamos – Nova Cidade e adjacências e Barreiro.
(Raan!) Como o Serpaf espera uma resposta da comunidade que será assistida pelo Ponto de Cultura?
Adriane / Não só o SERPAF, mas todos nós envolvidos neste projeto: Clube de Letras, Grupo de Convivência, Rede Aan, Secretarias Municipais, representantes de Paraopeba e de Santana de Pirapama. Nós todos esperamos como resposta a valorização, o acordar de talentos latentes, a mobilização das comunidades beneficiárias para o começar a tecer esta rede de Arte, de Vida Nova, de Beleza. Que as pessoas se permitam experimentar tudo que a cultura pode trazer de benefícios para sua vida, que, ao contrário, que elas possam se mostrar, se manifestar através da Arte e da Cultura. Mas, o mais importante é que elas próprias possam se apropriar do projeto e alimentá- lo a cada dia, dando vida ao que são, pois a Cultura É.
(Raan!) Houve facilidade em arrebanhar parceiros na cidade e região, ou isso foi um processo complicado?
Adriane / Não acredito no acaso. Acredito, sinceramente, que a problemática que envolvia cada entidade nos uniu. E aí, nós nos achamos, todos, angustiados com a cultura individualista que infelizmente ainda circunda nosso meio. E fomos nos encontrando um no outro, percebemos que juntar forças é muito mais bonito, saudável e estratégico do que ficar cada um de um lado fazendo as mesmas coisas e disputando os mesmos recursos. No nosso caso, Deus nos proporcionou, a felicidade de nos encontrarmos. Porém, houve convites a outras instituições que preferiram se manter fora do grupo,as quais continuamos, é claro, respeitando. Mas, vemos com tristeza que ainda há esta dificuldade.
(Raan!) Sete lagoas merece um ponto de cultura?... porque?
Adriane / Claro! É uma cidade sedenta de oportunidades. Ao contrário do que já foi dito, Sete Lagoas não é “ um deserto cultural”, faltam iniciativas, mobilização e principalmente partilha, companheirismo, troca.
O interessante é que nosso projeto se chama Ponto Yporanga. A palavra Yporanga é indígena e faz menção direta à nossa história e à água. Paraopeba e Pirapama também são derivações indígenas referentes à peixes. Então, é até contundente pensar em deserto em meio a tanta água, peixes....... E o mais incrível é que as três cidades formam um Y no mapa geográfico....... Repito aqui mais uma vez: nada é por acaso!....
Este Ponto, da forma como nós o estamos propondo oportunizará muitas pessoas e terá como focos transversais imperativos a Permacultura, o Protagonismo, a Rede. E, quem trabalha com projetos sociais e culturais, sabe muito bem do que estou dizendo, estou dizendo de uma questão de SOBREVIVÊNCIA do ser humano enquanto carne, enquanto alma, enquanto grupo, enquanto espírito, enquanto Vida!
Além disto, o ser humano merece cultura. Cultura é Vida, é Direito, está na Constituição Federal.
(Raan!) A prefeitura tem apoiado a iniciativa através de alguma secretaria?
Adriane / Sim. Estamos comovidos e motivados pela Secretaria Municipal de Cultura, nas pessoas do Alan Keller, da Mariza Figueiredo e do Secretário Fred Antoniazi.
(Raan!) Como os artistas contatados têm visto a proposta?
Com muito bons olhos. Acreditamos todos que a vinda de um Ponto de Cultura para nossa cidade poderá alimentar muitos sonhos, muitas manifestações ocultas ou tímidas.
Entrevista concedida à Rede aan! - 14 março/2009
sexta-feira, 13 de março de 2009

Desde alguns meses atrás vêm se reunindo nas dependências do Casarão em Sete Lagoas um grupo de pessoas objetivando estudar, tanto o edital de lançamento dos Pontos de Cultura, do "Programa Cultura Viva" do Governo Federal, como ainda desenvolver o projeto que será apresentado como aspirante a um desses Pontos de Cultura para Sete Lagoas, no próximo dia 20 de março/2009 será o último dia para entrega dos projetos à SEC Secretaria de Estado da Cultura.
Secretarias Municipais de Cultura, Educação e Justiça Social de Sete Lagoas, Paraopeba e Santana de Pirapama.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Fórum Social Mundial
01.12.2008
Notícias de Belém Expandida – 60 dias para o Fórum
Belém Expandida permite a participação no FSM 2009 mesmo para as organizações que não estarão presentes fisicamente em Belém. O Consleho Internacional do FSM fez um chamado à participação no último mês de Setembro
Desde então, contatos foram feitos, um grupo de facilitação se estabelecey e Belém Expandida já é visível no OpenFSM.
Como está a mobilização para Belém Expandida?
- 50 pessoas estão na lista de discussão e no espaço de de Belém Expandida.
- 20 espaços fsm2009expanded foram criados para a América, Europa, África e Oriente Médio (outros estão sendo preparados)
- 400 atividades foram registradas em Belém, indicando a intenção de conexões. A lista de organizações proponentes interessadas nas conexões permite que outras organizações entrem em contato. Veja a lista aqui.
Como será feita a conexão entre os participantes de Belém Expandida?
No território do FSM em Belém, o trabalho em curso pretende alocar salas com telefone e conexão de internet para os participantes de Belém Expandida, para permitir chats e video conferências. Se possível, técnicas mais sofisticadas de videoconferência serão usadas. Mais notícias nas próximas semanas. (info: mais informações aqui)
Como começar a participar de Belém Expandida?
Para se envolver, não há registro preliminar, basta anunciar que a sua organização está interessada em participar de Belém Expandida. Para isto, você está convidado a preencher um parágrafo de texto e enviar à lista de discussão de Belém Expandida.
Siga as instruções em http://openfsm.net/projects/club-belemexpanded/english
Depois do recebimento do seu anúncio, o grupo de facilitação de Belém Expandida irá entrar em contato.
domingo, 25 de janeiro de 2009
sábado, 3 de janeiro de 2009
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
O NOVO CLUBE DE PARIS
O Blog Capital Intelectual tem como objectivo principal contribuir para a divulgação e debate do conceito de Capital Intelectual no espaço lusófono e internacional, apelando para mais investimentos em «cérebros» do que em «cimento». (Grifo: Rede aan!)
Neste sentido, o Capital Intelectual almeja assumir-se como um espaço de reflexão e de partilha de conhecimento na comunidade política, académica e empresarial que se dedica ao estudo e prática deste conceito de gestão.
O Capital Intelectual nasce com base no cumprimento do objectivos gerais do Manifesto do Novo Clube de Paris, protagonizado por Ahmed Bounfour, Leif Edvinsson, Karl Erik-Sveiby e Goran Roos, que são os seguintes:
1 - A política compreendeu a mudança profunda que vivemos apenas em frases superficiais. Não chegou ainda a tocar o seu significado profundo. Palavreado e ‘slogans’ sobre competitividade, manutenção e criação de postos de trabalho, e salvaguarda dos ‘standards’ sociais, já pertencem ao vocabulário do passado e estão gastos junto da opinião pública.
2 - Tendo em conta este contexto, há que sensibilizar os decisores de topo quer na área política como empresarial e académica para que embarquem no novo paradigma do conhecimento e se tornem promotores activos nas suas áreas de intervenção.
3 - Neste plano, há que promover as «indústrias da terceira fase» - baseadas na criatividade, nos «media», no «software», na finança e nos serviços - e o capital intelectual como a «substância básica» da sociedade do futuro.
http://capitalintelectual.tv/o-novo-clube-de-paris
Capital Intelectual
O Blog Capital Intelectual tem como objectivo principal contribuir para a divulgação e debate do conceito de Capital Intelectual no espaço lusófono e internacional, apelando para mais investimentos em «cérebros» do que em «cimento».
Neste sentido, o Capital Intelectual almeja assumir-se como um espaço de reflexão e de partilha de conhecimento na comunidade política, académica e empresarial que se dedica ao estudo e prática deste conceito de gestão.
O Capital Intelectual nasce com base no cumprimento do objectivos gerais do Manifesto do Novo Clube de Paris, protagonizado por Ahmed Bounfour, Leif Edvinsson, Karl Erik-Sveiby e Goran Roos, que são os seguintes:
1 - A política compreendeu a mudança profunda que vivemos apenas em frases superficiais. Não chegou ainda a tocar o seu significado profundo. Palavreado e ‘slogans’ sobre competitividade, manutenção e criação de postos de trabalho, e salvaguarda dos ‘standards’ sociais, já pertencem ao vocabulário do passado e estão gastos junto da opinião pública.
2 - Tendo em conta este contexto, há que sensibilizar os decisores de topo quer na área política como empresarial e académica para que embarquem no novo paradigma do conhecimento e se tornem promotores activos nas suas áreas de intervenção.
3 - Neste plano, há que promover as «indústrias da terceira fase» - baseadas na criatividade, nos «media», no «software», na finança e nos serviços - e o capital intelectual como a «substância básica» da sociedade do futuro.
http://capitalintelectual.tv/o-novo-clube-de-paris
sábado, 20 de dezembro de 2008
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
BALANÇO COMPLETO DA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA - MG
Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais - SEC
Em 2008, a Superintendência de Interiorização da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais deu importantes passos para promover a interiorização e democratização do acesso à cultura.
Um dos destaques das ações desta Superintendência foi a consolidação da Rede de Articuladores de Cultura para"
Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais - SEC
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Transforme ameaça em oportunidade
UM HOMEM VIVIA À BEIRA DE UMA ESTRADA E VENDIA CACHORRO QUENTE. ELE NÃO TINHA RÁDIO, TELEVISÃO E NEM LIA JORNAIS, MAS PRODUZIA E VENDIA BONS CACHORROS QUENTES.
ELE SE PREOCUPAVA COM A DIVULGAÇÃO DO SEU NEGÓCIO E COLOCAVA CARTAZES PELA ESTRADA, OFERECIA O SEU PRODUTO EM VOZ ALTA E O POVO COMPRAVA.
AS VENDAS FORAM AUMENTANDO E, CADA VEZ MAIS ELE COMPRAVA O MELHOR PÃO E A MELHOR SALSICHA. FOI NECESSÁRIO TAMBÉM ADQUIRIR UM FOGÃO MAIOR PARA ATENDER UMA GRANDE QUANTIDADE DE FREGUESES, E O NEGÓCIO PROSPERAVA . . .
SEU CACHORRO QUENTE ERA O MELHOR DE TODA REGIÃO ! VENCEDOR, ELE CONSEGUIU PAGAR UMA BOA ESCOLA AO FILHO. O MENINO CRESCEU, E FOI ESTUDAR ECONOMIA NUMA DAS MELHORES FACULDADES DO PAÍS.
FINALMENTE, O FILHO JÁ FORMADO, VOLTOU PARA CASA, NOTOU QUE O PAI CONTINUAVA COM A VIDINHA DE SEMPRE E TEVE UMA SÉRIA CONVERSA COM ELE :
- PAI, ENTÃO VOCÊ NÃO OUVE RADIO? VOCÊ NÃO VÊ TELEVISÃO E NÃO LÊ OS JORNAIS ? HÁ UMA GRANDE CRISE NO MUNDO. A SITUAÇÃO DO NOSSO PAÍS É CRÍTICA. ESTA TUDO RUIM. O BRASIL VAI QUEBRAR. DEPOIS DE OUVIR AS CONSIDERAÇÕES DO FILHO DOUTOR, O PAI PENSOU: BEM, SE MEU FILHO QUE ESTUDOU ECONOMIA, LÊ JORNAIS, VÊ TELEVISÃO, ACHA ISTO ENTÃO SÓ PODE ESTAR COM A RAZÃO.
COM MEDO DA CRISE, O PAI PROCUROU UM FORNECEDOR DE PÃO MAIS BARATO ( E É CLARO, PIOR ) E COMEÇOU A COMPRAR SALSICHAS MAIS BARATA ( QUE ERA, TAMBÉM, A PIOR ).. PARA ECONOMIZAR, PAROU DE FAZER CARTAZES DE PROPAGANDA NA ESTRADA.
ABATIDO PELA NOTICIA DA CRISE JÁ NÃO OFERECIA O SEU PRODUTO EM VOZ ALTA. TOMADAS ESSAS "PROVIDÊNCIAS", AS VENDAS COMEÇARAM A CAIR E FORAM CAINDO, CAINDO E CHEGARAM A NÍVEIS INSUPORTÁVEIS E O NEGÓCIO DE CACHORRO QUENTE DO VELHO, QUE ANTES GERAVA RECURSOS ATÉ PARA FAZER O FILHO ESTUDAR ECONOMIA NA MELHOR ESCOLA, QUEBROU.
O PAI, TRISTE, ENTÃO FALOU PARA O FILHO:
- "VOCÊ ESTAVA CERTO, MEU FILHO, NÓS ESTAMOS NO MEIO DE UMA GRANDE CRISE.
VIVEMOS EM UM MUNDO CONTAMINADO DE MÁS NOTICIAS E SE NÃO TOMARMOS O DEVIDO CUIDADO, ESSAS MÁS NOTICIAS NOS INFLUENCIARÃO A PONTO DE ROUBAR A PROSPERIDADE DE NOSSAS VIDAS.
sábado, 29 de novembro de 2008
Sucesso - Tentar Até Conseguir
(Uma ação tática bem sucedida)
Consta que Thomas Alva Edson fez algo em torno de duas mil tentativas para, finalmente inventar a lâmpada elétrica.
Um repórter lhe perguntou o que ele achava de ter fracassado tantas vezes em busca de seu objetivo.
Edson respondeu que não fracassara nenhuma vez, apenas tinha completado um processo de dois mil passos.
Não vamos encontrar na história da humanidade ninguém que tenha sido bem sucedido sem antes colecionar fracassos sucessivos.
Esta é uma das grandes qualidades dos vencedores; fracassar muitas vezes e transformar cada suposto fracasso em degraus de uma escalada maior.
Fracassar neste caso tem mais a ver com desistir de tentar, porque não tentar é mais cômodo e do que correr riscos.
Os vencedores têm visão de longa distancia que lhes permite manter metas e objetivos como faróis sinalizadores em meio às nevoas e incertezas do porvir.
A ação cultural do dia 28/11/2008, promovida pelo Tático Cultural pode ser interpretada como um destes passos pequenos, mas bem dados em direção à construção maior que o Tático mantém na sua alça de mira.
Aos que desanimam facilmente está reservado um espaço confortável e obscuro na mediocridade.
Em contra partida aos que buscam seus objetivos amparados em ideais maiores a história guarda um lugar de honra na galeria dos vencedores.
Bem sucedidas são estas pessoas que contra tudo e contra todos tem levado avante seus sonhos em benefício do bem comum.
Neste bem comum se incluem até mesmo aqueles que, com seu pessimismo, seu sarcasmo e seus sentimentos de fracasso insistem em enxergar com lentes desfocadas as obras dos que se propõe a lutar sem descanso por uma sociedade melhor, mais humana e mais justa.
João Drummond
Cônsul de Poetas Del Mundo
Membro do Tático Cultural
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Curadoria – Demétrius Cotta
Realização – Coletivo Tático Cultural
Apoio – Rede aan! ( reservado aos veículos que poderão apoiar )
Dia – 1 de dezembro
Local – Casarão / Sete Lagoas – MG
Hora – Abertura da exposição partir das 20 h
Horário de visitação - durante a semana/ 8h às 17h
Sábado – 8 às 12h
Tel. Curadoria : 31 3772 2741
Tel.: Casarão : 31 3772 3878
Apresentação/ Desenvolvimento:
Exposição concebida dentro das atuais tendências colaborativas perante a interferência nas obras de alguns artistas, por eles mesmos ou, pelo público que visita a mostra. Essa intervenção pode ocorrer diretamente sobre a obra ou, ao lado, acima, enfim; nas imediações da mesma.
Essa ‘quebra’ da seqüência estilística do autor justifica a titulação da mostra que considera as possibilidades lógicas de combinação, entre o número de artistas participantes, como algo muito perto da infinita possibilidade combinativa. Nesse sentido é possível prevê certas possibilidades de ‘fusão’, e passível de subversões. As possibilidades combinatórias não acontecem pela óptica da sintaxe clássica.
É uma exposição “viva” que foi planejada para pulsar de acordo com as intervenções propostas durante a permanência da mesma no recinto da exposição.
Questiona princípios relacionados à seqüência lógica de um sistema qualquer.
Ponto de Intervenção é uma oportunidade contingente que pode favorecer a formação do discusso estético/cultural em nossa cidade e região, respeitando suas singularidades e, ao mesmo tempo, levando em conta suas peculiaridades como grupo social. Essas características específicas, parece ser ainda um desafio a ser alcançado pelos diferentes profissionais que atuam em espaços que buscam atender ao público cultural.
Para saber mais sobre o Referencial Teórico que fundamenta a exposição visite:
Referencial teórico :
A exposição de arte é um evento que implica um percurso discussivo que pode contribuir edificar e elevar o ser em sua interpessoalidade. Um percurso de análise semiótica a faz imprimir aspectos como intersubjetividade, transtextualidade e intratextualidade. Aspectos híbridos e relações texto-contexto.
Perante a realidade local, é necessário afirmar a existência sígnica de uma exposição em torno da sua importância social, desde que a mesma produza conteúdos com referenciais programáticos e desvende nichos de importâncias segmentadas ou gerais que beneficie a comunidade.
Na condição de ser pensante, cada sujeito é único e atua conforme suas competências e sua história de vida. Faz-se referência às experiências pessoais de cada um e, principalmente, à forma como cada um percebe seu trabalho, o ambiente, suas necessidades, a organização. Este aspecto está estreitamente
relacionado com as questões relativas à natureza das tarefas, ao conteúdo simbólico do trabalho, e aos sentimentos de prazer e sofrimento no trabalho, pois referem-se à subjetividade e à intersubjetividade dos sujeitos. Questões com profundo viés filosófico podem ser um vocativo à natureza de uma mostra de arte consciente e planejada, somados à sua natureza semiológica, nesse caso , foco no interpretante – o efeito sobre alguém em virtude do qual a coisa em questão é um signo para esse alguém, o intérprete – o alguém. Esse processo semiósico é o processo em que alguém se dá conta de uma coisa mediante uma terceira. Trata-se de um dar-se-conta-de mediato. (cf. Charles Morris)
O “ponto de intervenção” define-se como designatum, alusivo ao arbitrário e diferenciando-se dos aspectos retilíneos, negando o propósito historiográfico e contribuindo para que os processos colaborativos expandam dentro das ações inclusivas atuais. Dentro dessa arena aparece os atores e dentre os atores que podem orquestrar estão os curadores.
Esse trabalho é considerado aqui, como um dos fatores estruturantes dentro do contexto sociocultural, uma forma de satisfação, por proporcionar aos sujeitos a realização de si mesmo através de um ofício, de uma atividade. Essa função está vinculada ao reconhecimento social e à valorização do significado cultural do trabalhar. Esse processo laboral é entendido como propositor de um sentido e uma função, merecendo aproximação teórica satisfatória compatibilizada pela demanda reprimida e apartada das relações culturais com o interpretante e o intérprete. Nesse sentido sugerimos uma aproximação de proposta teórica compatível com a semiótica dentro dos seus campos: Sintaxe, Semântica e Pragmática que podem ser o referencial para se iniciar os estudos da realidade local e a adequação dela ao resto do mundo. Além do que, podemos alinhavar esse processo com Arte e Cultura como formas de fortalecimento do sujeito social e da identidade cultural.
Bibliografia:
1- Charles Morris, 1959, Foundations of the Theory of Signs, Chicago: University of Chicago Press..
2- Fidalgo, António – 1998, Semiótica, a Lógica da Comunicação (3ª parte)
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
Tático Cultural / PONTO DE INTERVENÇÃO
convida você a participar da exposição intitulada:
PONTO DE INTERVENÇÃO
Aberta a todas a categorias das artes plásticas e visuais, incluindo performers e mural poético
vídeo, designers, fotografias, instalações.
O conteúdo dessa exposição é polissêmico, ou seja, possui várias leituras.
S. f. 1. Ato de intervir; interferência: Graças à sábia intervenção dele, tudo se resolveu bem; "devemos .... evitar as [medidas] que .... abram a mais estreita frincha à intervenção triunfante do estrangeiro na esfera superior dos nossos destinos." (Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos, p. 225). 2. Jur. Ato pelo qual, no protesto de um título cambiário por falta de aceite ou pagamento, um terceiro declara que o aceita ou resgata por honra ou conta do sacador, do aceitante, ou de um dos endossatários. 3. Jur. Ato de um Estado intervir nos negócios internos de outro(s). [Cf. não-intervenção.] 4. Bras. Nos regimes federativos, ato do poder central destinado a impor medidas necessárias a manter a integridade da União, quando algum dos seus membros está submetido a anormalidade grave e que prejudique o funcionamento da Federação. 5. Cir. Intervenção cirúrgica.
6. Bras. Interferência do poder central em qualquer unidade da Federação, que se manifesta na substituição de seu governador, prefeito, etc., ou na cassação de representante do poder legislativo estadual, municipal, etc.
u Intervenção cirúrgica. Med. 1. Operação (4). [Tb. se diz apenas intervenção.]
u Intervenção de terceiro. Jur. 1. A daquele que, embora não seja parte, tem legítimo interesse em intervir no processo, ou é obrigado a isto por lei e chamamento de um dos litigantes. [Cf. assistência (7).] 2. Violação da independência dum Estado, em virtude da intromissão indébita de outro nos seus negócios internos ou externos.
u Intervenção humanitária. Jur. 1. Princípio de direito internacional que aceita a intervenção duma comunidade de Estados nos negócios internos ou externos de outro, para evitar morticínios dos próprios nacionais do país sujeito a essa medida.
A exposição realizar-se-á no dia 1 de Dezembro no piso superior do Casarão em Sete Lagoas - MG
A Montagem da exposição será no dia 29 de novembro.
Confirmem por e-mail até o dia 14 de novembro para dar tempo de produzirmos o convite e demais providências.
Att.: Demétrius Cotta
Rede aan!
www.redeaan.blogspot.com
www.taticocultural.blogspot.com
terça-feira, 4 de novembro de 2008
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
A Missão do Jornalismo
A MISSÃO DO JORNALISMO
Na sociedade moderna cabe ao jornalismo a missão nobre, gratificante, mas às vezes ingrata de informar, entreter, e oferecer opiniões sobre os mais diversos assuntos de interesse do leitor.
Ao informar um fato o jornalista procura ser os olhos de seu “cliente” tentando ser o mais fiel possível em seu relato, utilizando para isto todos os recursos audiovisuais disponíveis postos a seu serviço.
Diante de imagens pouco há a se fazer a não ser reforçar a noticia com uma fiel descrição e opiniões obvias. É lógico que mesmo nestas circunstancias o profissional do setor pode usar criatividade na maneira com que relata o obvio ululante.
Quando se trabalha com jornalismo de opinião a coisa muda bastante porque o jornalista tem que se valer de dados disponíveis, muitas vezes incompletos e insuficientes para preparar com estes ingredientes pratos prontos para serem oferecidos à ávidos e esfomeados leitores, no self service das noticias.
O jornalista de opinião se vale em seu trabalho do faro jornalístico e busca ao defender suas teses todas as referencias e sinais que circularam e circulam pelo tempo/espaço de maneira que sua opinião possa refletir sua verdade pessoal honesta e sincera.
É por isto que o jornalista tem que procurar ser o mais independente possível ao desenvolver o seu trabalho.
À um fato que não possa ser comprovado com provas visuais e auditivas incontestáveis cabe as mais variadas interpretações. O leitor bem informado pode passar os olhos por estas varias opiniões e se deter naquelas que considera dignas de atenções, descartando as outras.
É muito comum entre os leitores se buscar nos jornais e revistas, articulistas de renomada e reconhecida competência e passarem ao largo daqueles que considerem fracos ou medíocres.
Existem cronistas que tentam sem sucesso dar nó em pingo d’agua ao desenvolverem seus pontos de vista e estes pratos às vezes são tão indigestos que os leitores se detém nas primeiras linhas e vão fazer ao algo mais útil e interessante.
Como tudo na vida o jornalismo de opinião dependente de faro, coragem, ousadia e verdade não corrompida para ser reconhecido e respeitado pelo leitor.
O jornalista que procura manipular as informações para atender a interesses pessoais ou escusos é visto na praça como o comerciante que tenta vender produtos podres ou vencidos.
O profissional que quiser ser lido tem que reconhecer e aceitar as mesmas leis que constam no código do consumidor.
É preciso se respeitar a inteligência do leitor ao se escrever uma crônica e seria bom para todo jornalista que se preze, passar ao final de cada texto para o outro lado da sua mesa de trabalho, se colocar na posição do leitor e tentar engolir sua própria opinião.
Se ele conseguir fazer isto terá uma razoável certeza de que ninguém vai vomitar em cima do seu texto.
João Drummond
Cônsul de Poetas Del Mundo
Membro do Clube de Letras
e do Movimento Tático Cultural
quinta-feira, 16 de outubro de 2008

PLANO DE GESTÃO COMPARTILHADA AO DESENVOLVIMENTO CULTURAL SUSTENTÁVEL DE by Plano Cultural is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at 1encontrocultural.blogspot.com.
DIRETRIZES GERAIS
PLANO DE GESTÃO COMPARTILHADA AO DESENVOLVIMENTO CULTURAL SUSTENTÁVEL DE
SETE LAGOAS E REGIÃO DO ALTO RIO DAS VELHAS
Uma ação civil em benefício da cultura local e regional
PROPOSITOR: REDE AAN!
Rede de distribuição de conteúdo cultural e artístico.
FACILITADORES:
Secretaria Municipal de Cultura
Secretaria Municipal de Turismo
Secretaria Municipal de Planejamento
Coletivo Tático Cultural
COMPAC
CMC
APRESENTAÇÃO:
Esse plano indica um esboço de desenvolvimento intersetorial com secretarias municipais assumindo uma posição estratégica nas políticas de inclusão social. Pensa-se acionar políticas públicas que convirjam com as culturais, estimulando o desenvolvimento de valores integrados entre as secretarias supracitadas como facilitadoras e estimulando o fazer junto com a sociedade, representadas pelos conselhos afins. Isso minimizaria a ação de tutela cultural e incrementaria a negativa interferência do governo nos rumos do desenvolvimento local de cultura. Sendo esse governo crucial, no que diz respeito à gestão das ações em esferas estritamente política, em vez de fazer para a sociedade aquilo que ela mesma pode fazer.
Os agentes envolvidos, ou mobilizados, de cada secretaria seriam ultra qualificados, não desfalcando a secretaria em questão, por ser competente em gestão cultural e ‘defender’ arranjos pertinentes a sua secretaria sem conflitos com a meta do programa ou projeto isso justificaria a gestão compartilhada intersetorizada.
Essas diretrizes gerais não foram redigidas com a intenção em ser o supra-sumo do pensamento cultural para a cidade de Sete Lagoas, apenas o início de um diálogo que não mais pode esperar por longas assembléias e projetos de lei com seus trâmites vagarosos e descompromissados com a real necessidade de uma comunidade. O motivo é o amadurecimento da cidade em torno de questões que já afligem há algum tempo o setor cultural e não se tem respaldo da importância da imagem intangível da cidade como fator até mesmo de lucro social. Estamos preocupados com o tangível e o resultado que certamente viria se o cidadão fosse convidado a participar de um plano de sustentabilidade diferente do que propõem o Plano diretor Diretor da cidade.
Esse plano não está pronto; acreditamos ser necessário iniciarmos já o diálogo sobre algo parecido ao que está escrito.
Sete Lagoas, 16 de outubro de 2008
São 4 eixos defendidos nesse plano :
1) Projeto de Planejamento participativo
· Projeto piloto cuja característica é organização de ações culturais existentes em Sete Lagoas e região. Esse projeto apresentará os programas cuja consistência são descritas em escopo, logo a baixo e geridas pela Secretaria Municipal de Cultura. Cuja consistência de funcionamento pode ser melhorada a nível organizacional, diluindo os esforços centralizadores da figura do Secretário.
2) Articulação em rede da Micro Região do Alto Rio das Velhas
· Rede organizada a partir de levantamento do que se faz em Sete Lagoas e na região sem prejuízo da iniciativa de cada uma delas. (Curto prazo = 1 ano)
3) Proposta pedagógica do Tático Cultural
· Desenvolvimento de um provedor autônomo de sistemas de informação de cunho cultural, fruto da construção coletiva dos educadores que possuam afinidades com o assunto visando à melhoria do ambiente artístico cultural. A Secretaria de Cultura passa a desenvolver soluções adequadas às suas necessidades, tornando-as disponíveis aos educadores, alunos, comunidade e também a outras instituições de ensino, públicas e privadas, de (quebra) todo o território nacional. É um veículo de informação e de expressão cultural e acadêmica de seus educadores, atendendo a toda a comunidade escolar e cultural, num processo aberto, interativo, constante e dinâmico, visando um salto cultural e social na nossa cidade.
A Rede aan! já iniciou esse processo , e é uma realidade. Essa rede precisa ser entendida como processo continuo e pode ser transformada em portal da cultura de Sete Lagoas. O domínio já está registrado e pode ser transferido para o município. (Médio prazo = 1 ano e meio)
4) Modelo Próprio de Desenvolvimento Cultural através de implantação de programas culturais
Programa Raízes e Tendências da região Sete-Lagoana.
Esse programa atuará como uma vitrine instalada em Sete Lagoas. Várias tendências das regiões serão exibidas como em um memorial , sendo que as raízes locais teriam um maior destaque. Isso forçaria as demais regiões a investirem em seus próprios processos locais (curto prazo = 1ano)
Programa Mobilização Cultural
Envolvendo oficinas e facilitando a troca de experiência de um grande número de interessados oriundos de outros municípios concentrados em Sete Lagoas .
Esse programa possui desdobramentos agregados que prevêem diversos projetos. (longo prazo = 3 anos)
1a. Projeto Cultura e Ciência: atividade complementar e interativa, no qual as escolas (alunos e professores) da rede pública estadual, municipal e privada têm espaço para expor publicamente suas produções planejadas e executadas no cotidiano escolar. O evento é composto de exposições, oficinas, discussões e pesquisas realizadas em etapas regionais, procura-se desenvolver um link com o Programa Raízes e Tendências.
2b. F . E . A / Ponto: o Festival de Arte envolvendo os Pontos de Cultura (estimulados pelo governo federal através do MinC ) é um grande encontro para apresentação e mostra das atividades artísticas produzidas pelos integrantes dos Pontos de Cultura implantados em Minas ( 76 pontos), inscritos e selecionados pelos Pontões, com uma programação pedagógica (ou não necessariamente com esse fim) diversificada desenvolvida em etapas regionais e estadual. (médio prazo = 1ano e meio)
3c. Desenvolvimento Cultural (DeC): realizado em parceria com as Universidades Públicas e particulares do estado de Minas, possibilitará aos interessados em geral (e em particular professores da rede estadual , municipal e particular de ensino) a participação em cursos de capacitação cultural com as mais variadas propostas, incluindo a de gestores culturais. Essas propostas seriam prospectadas, contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino da arte-educação e com a garantia da formação continuada e permanente do gestor, e com possibilidades de progressão e promoção na carreira.
4d. Espaços Caseiros: Funcionando tipo fundo de quintal. Cada espaço desses seria supervisionado perante projetos apresentados pelos interessados. Companhias itinerantes das artes cênicas, de circo, música e artes plásticas seriam constituídas para atender demandas desses espaços.
Programa “Linha do Tempo”
Linha mestra será o aproveitamento de trilhos e vagões na região do Restaurante Popular da Av. Norte Sul. Construção de um complexo turístico cultural nessa região. (médio prazo = 2 anos)
1a- Reformar e ampliar a Casa da Cultura.
2b- SL História Viva: promover, para a totalidade dos municípios da Micro Região do Alto Rio das Velhas, o levantamento, registro e difusão do patrimônio cultural mineiro.
3c- Calendário Oficial de Eventos da Região. Garantir a realização dos eventos definidos em lei, como apresentados nos projetos.
4d- Criação de eventos especiais: Salão Sete Lagoas, Encontros de Música, Festival de Dança com várias academias mineiras , Prêmio de Poesia, Prêmio Estadual de Cinema e Vídeo, entre outros.
5e- Regulamentação do Fundo Municipal de Cultura.
PLANO DE GESTÃO COMPARTILHADA AO DESENVOLVIMENTO CULTURAL SUSTENTÁVEL DE
SETE LAGOAS E REGIÃO DO ALTO RIO DAS VELHAS
Diretrizes Gerais/ propostas pela Rede aan! através do COLETIVO TÁTICO CULTURAL
Sete Lagoas, 8 de Outubro de 2008

PLANO DE GESTÃO COMPARTILHADA AO DESENVOLVIMENTO CULTURAL SUSTENTÁVEL DE by Plano Cultural is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at 1encontrocultural.blogspot.com.
LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS
DA CULTURA
Art. 183 - O Município estimulará o desenvolvimento
da cultura, garantindo a todos o pleno
exercício dos direitos culturais e acesso às fontes
da cultura municipal, apoiará e incentivará a valorização
e a difusão das manifestações culturais,
mediante, sobretudo:
I - plano permanente para a proteção do patrimônio
cultural do Município estabelecido
em lei;
II - criação e manutenção de núcleos culturais
e de espaços públicos equipados para a
formação e difusão das expressões artístico-
culturais;
III - criação e manutenção de museus e arquivos
públicos que integrem o sistema de
preservação da memória do Município;
IV - adoção de incentivos fiscais que estimulem
as empresas privadas a investirem na produção
cultural e artística do Município e na
preservação do seu patrimônio histórico,
artístico e cultural;
V - adoção de ação impeditiva da evasão, destruição
e descaracterização de obras de
arte e de outros bens de valor histórico,
científico, artístico e cultural.
§ 1º - O Município protegerá as manifestações
das culturas populares.
§ 2º - A lei disporá sobre a fixação de datas
comemorativas de alta significação para as
diferentes etnias locais.
Art. 184 - Constituem patrimônio cultural
municipal os bens de natureza material e imaterial,
tomados individualmente ou em conjunto, portadores
de referência à identidade, à ação, à memória
dos diferentes grupos formadores da sociedade,
nos quais se incluem:
I - as formas de expressão;
II - os modos de criar, fazer e viver;
III - as criações científicas, artísticas e
tecnológicas;
IV - as obras, objetos, documentos, edificações
e demais espaços destinados às manifestações
artístico-culturais;
V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico,
paisagístico, artístico, arqueológico,
ecológico e científico.
§ 1º - O Poder Público, com a colaboração da
comunidade, promoverá e protegerá o
patrimônio cultural em geral, por meio de
inventários, registros, vigilância, tombamento,
desapropriação e outras formas de
acautelamento e preservação.
§ 2º - Os bens tombados pela União ou pelo
Estado, merecerão idêntico tratamento,
referido no parágrafo anterior, mediante
convênio.
§ 3º - Cabe à Administração Pública, na forma
da lei, a gestão da domcumentação governamental
e as providências para franquear
sua consulta e a quantos dela necessitarem.
§ 4º - Os danos ao patrimônio cultural serão
punidos na forma da lei.
Art. 185 - A lei regulará a composição, o
funcionamento e as atribuições do Conselho Municipal
de Cultura, que deverá ser instituído pelo Município
como órgão de deliberação, representativo,
não remunerado.
* Art.185 redação dada pela Emenda nº 03 à Lei
Orgânica do Município de Sete Lagoas.
Art. 186 - Os recursos para garantir a consecução
do previsto nesta seção, não serão inferiores
a 5% (cinco por cento) dos destinados aos
programas de educação.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Secretaria de Cultura - Procura-se Um Modelo
(Procura-se Um Modelo)
Quando pensamos numa Prefeitura como administradora eficiente, sóbria e dinâmica de um município, só podemos pensar em secretarias que a sirvam dentro de um mesmo padrão.
Na falta de uma referencia anterior podemos imaginar uma secretaria de cultura com base em modelos bem sucedidos em outras cidades e como algo ainda inédito em Sete lagoas.
Uma secretaria que num primeiro momento funcione com sua ouvidoria a todo vapor , acolhendo os anseios e idéias dos artistas, produtores e gestores culturais da cidade.
Neste exercício de se pensar o futuro e “sonhar o sonho impossível” podemos imaginar uma secretaria como acolhedora, fomentadora e semeadora de projetos oriundos das camadas culturais populares.
Projetos que vem sendo desconsiderados e desprezados por secretarias altistas e arrogantes, totalmente divorciadas de nossa realidade cotidiana.
Assim como “todo artista tem que ir onde o povo está”, uma secretaria de cultura que se tem que ir onde o artista está e ajudá-lo a conduzir sua obra até este povo.
Relegar a cultura a segundo e terceiro planos é condenar uma cidade ao ostracismo e a desertificação cultural.
Remanejar verbas culturais é uma pratica condenável, própria de governos que não pensam a cidade como entidade coletiva construída pelo Homem e para o Homem.
A prosperidade não pode abrir mão de valores culturais de uma comunidade, sob o risco de se criar zonas urbanas degradadas e vulneráveis aos ataques especulativos de interesses menores e mesquinhos.
Uma cultura bem produzida e trabalhada pode amenizar este cenário que já domina algumas de nossas cidades, e que tanto nos assusta.
Pode criar oportunidades com qualidade de vida e servir de contraponto ao avanço irresponsável do “lucro a qualquer preço”.
Numa sociedade com consciência cultural, ecológica e social em pleno desenvolvimento, o capital pode ser o parceiro inteligente e construtivo, catalisador do crescimento com qualidade de vida.
Uma secretaria de cultura pode ser realmente esta engrenagem caótica e ineficiente de repostas aos desmandos políticos e apadrinhamentos, mas pode também (quem sabe?), ser construída com uma engenharia mais moderna e eficiente para se atender aos melhores anseios e necessidades de uma cultura que serve e engrandece uma sociedade.
Joao Drummond
Cônsul de Poetas Del Mundo
Membro do Clube de letras
E do Tático Cultural.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Baixados os panos do ato eleitoral algumas questões rondam o coração sete-lagoano.
Diante da expectativa de forte desenvolvimento que se prenuncia para a cidade, quais os desafios do novo governo?
Maroca conquistou a chefia do executivo local alçado pelos anseios de mudanças que os novos tempos demandam.
A cidade não pode parar, mas também não pode perder de vista aqueles valores que imprimem à uma comunidade sua qualidade de vida.
Qualidade de vida tem mais a ver com gerenciamento de recursos (materiais e humanos), do que com quantidade.
Saber dosar o desenvolvimento da cidade mantendo-a nos trilhos de um planejamento de longo prazo, é um dos desafios deste governo.
Esta é a visão que se espera de um estadista. Usar os recursos do contribuinte de forma sóbria e responsável diante de um panorama, não de quatro anos, mas do tempo necessário para se equacionar a formula – progresso com humanidade,
Isto implica também em se criar uma estrutura de governo moderna e eficiente, tornando a prefeitura numa gerente enxuta e dinâmica do condomínio sete-lagoano.
Antigas e ultrapassadas praticas e vícios políticos devem ser abolidos.
Ao novo governo sería sensato auditar as contas de órgãos e autarquias que tem se especializado no uso indevido dos recursos do contribuinte.
Se identificar e se extirpar relações com parcerias escusas e se lançar luz sobre negócios obscuros que tem provocado sangrias nestes recursos.
Favorecer o fortalecimento de uma imprensa livre e independente, que mesmo em posições antagônicas, respeite o direito de livre opinião e o pressuposto do contraditório.
Entre estes desafios está também saber escolher parceiros que servem à uma cidade politicamente madura.
Atacar problemas imediatos e urgentes ao mesmo tempo em que se pavimenta a estrada para o futuro.
O novo prefeito tem que tomar para si as rédeas do desenvolvimento e não ficar a seu reboque, e sobre atropelo da massa falida de governos anteriores.
Colocar-se como agente pro-ativo na busca de soluções de nossos graves problemas, e não como seu refém.
Um governo sem mácula com o passado, com integridade e honestidade à toda prova, é o que a cidade mais precisa neste momento.
A forca moral de um governo é o instrumento que, usado sabiamente, permite tomada de decisões de forma independente e firme pelos interesses maiores da sociedade e do estado democrático.
A experiência sem os balizadores morais e éticos tem nos produzidos mais problemas que soluções.
Maroca é alçado à chefia do executivo sete-lagoano com esta herança fantástica, tão rara em nossa desgastada política.
Um patrimônio de valores que podem exorcizar da
cidade seus vícios políticos e projetá-la ao seu melhor destino.
Temos a possibilidade de resgatar modelos de governos como o de Dr Afrânio Avelar e de Dr Alberto Moura, como exemplos da melhor lisura e ainda hoje de saudosa referencia.
E isto com uma cidade em pleno desenvolvimento e com recursos inéditos em arrecadação tributaria.
Podemos já sonhar com uma cidade próspera e ao mesmo tempo humana. Uma cidade que pensa grande a favor de sua gente. Uma cidade que gera emprego e renda, que respeita suas crianças e seus idosos.
Que protege seus patrimônios históricos e seus bio-sistemas. Que investe na segurança, no esporte, na educação, na cultura e no lazer
Esta é a cidade de nossos sonhos, mas que pode muito bem ser a realidade de nossas crianças.
João Drummond
Cônsul de Poetas Del Mundo
Membro do Clube de Letras e
Do Tático Cultural
domingo, 5 de outubro de 2008
A CULTURA SETE-LAGOANA
prestes a afundar na Lagoa Paulino.
Sem estudos que comprovem o que vou dizer tenho em conta que Sete Lagoas, e o Estado de Minas de uma maneira geral, possui uma população de seres muito reativos. Fazendo de ambas um gigante oculto à espera de alguém que faça algo de bom para que ela possa “devorar”. Quando disse isso uma vez a alguns colegas eles me revidaram: - “... concorrência é ruim?”. Respondi dizendo que em termos, particularmente humanos, pode vir a ser uma tendência ruim aos que possuem criatividade e pouco espaço para se manifestar, como é o caso da cidade que ostenta demanda cultural reprimida. Isso porque as pessoas criativas são muito sensíveis e não se dão conta que os monstros escondidos são bancados por pessoas que detém poderes que podem amedrontar a sensibilidade criativa. Eles o farão sob a óptica de que seriam mais competentes e que já haviam pensado naquilo que estava sendo feito por outrem de uma forma muito melhor.
“Nesse ponto, nada pior do que a especialização predatória que usa essa assertiva para se impor “.
Há muito não se tem uma idéia criativa na cidade que a venha tirar dos quadros replicantes da reatividade mórbida. Ela se encontra adormecida dessa vez não está acompanhando o Brasil, está ficando para trás mesmo. Aí volto à pergunta que os colegas me fizeram “...e a concorrência é ruim?”; para o momento afirmo que “É”.
Sim, digo que é ruim porque alguns que estão aptos a fazer algo por Sete Lagoas a nível cultural estão preocupados demais com o valor das suas propostas e em sí próprios. Distanciaram-se de ideais elevados em distribuir a cultura como bem da humanidade. Pecam por omissão, inatividade oportunista, ceticismo, reatividade e por miopia. Mas também não se pode exigir de míopes que enxerguem corretamente.
É claro que eles vão sempre esperar a queda de quem está fazendo algo e dizer: - “não falei? Era tudo fogo de palha e tudo no início é assim mesmo; não vai adiante”.
Ironia à parte, o que se tece em termos de política cultural dentro da cidade é uma rala e fluídica manipulação egoística daquilo que é de todos nós, ou seja, as políticas públicas. Alguns ficam sabendo de algum segredinho do estado ou da federação, correm se informam e guardam para sí. - Ah!... e esperam a hora de usar em benefício próprio. Bem longe do que é do interesse da maioria. Depois vêem e :” Eu tenho uma idéia melhor... conheço beltrano, ciclano e fulano que podem ‘me’ dar um melhor suporte para fazer melhor.” A questão é, teria competência mesmo com todo seu aparato ou não quer admitir que a soma seria melhor do que a divisão? Aliás “divisão” é uma palavra pra lá de fácil em ser praticada na cidade. Os feudos se reúnem em torno do seu interesse particular e que se dane o “Titanic”.
Lembra da história desse barquinho e a miudez em seu interior? - Pois é... fora mal construído com um bando de egocêntricos riquinhos dentro que foram visitar São Pedro... e ainda por cima com um “capitão” cheio de si que não ouviu os sinais da tragédia transmitidos a ele por barcos menores que trafegavam na região, tudo por excesso de confiança da sua capacidade.
(Detalhe: sabem quantas vezes que o Capitão Smith foi avisado que teria icebergs pela frente? Vão pesquisar... se errarem eu ajudo).
...Excesso de confiança pode afundar a cultura da cidade se os “culturáveis” não derem um jeito de aproximarem uns dos outros para tecer algo novo em benefício de uma cultura sustentável para o município. Isso é o papel de quem está enxergando direito fazer por Sete Lagoas, e apesar das demais cidades possuírem seus próprios recursos, Sete Lagoas poderá resgatar seu papel de formadora de opinião e aumentar sua contribuição à cultura mineira e parar de ser estanque.
Como você pode ver, esse quadro apresentado acima não é brinquedo de redatores querendo o poder não, tudo isso é factual. Entre no barco para você ver e se afligir.A aflição é devido ao fato de várias famílias dependerem da promoção da cultura local e essa ser um bem econômico ignorado e não fluente.
Sobre economia da cultura, raro é, alguém na cidade que sabe o que isso significa em termos de arrecadação e divisas, além de estratégia administrativa, para citar o pior uso que se faz da cultura em termos de marketing institucional. Mas, enfim é o que se tem mais próximo do cidadão é a administração pública e que o próximo prefeito seja tímido no uso da cultura para promoção da sua imagem administrativa e seja ousado em soltar o cabo da nau e deixar fluir a cultura com a bússola voltada para o promissor perfil da cultura pro – ativa de Sete Lagoas.
Garanto que sem cooptação política a cultura da cidade vai agradecer e o barco não vai afundar nas águas da Lagoa Paulino. A cidade vai aparecer e não será preciso inventar nenhum monstro do Lago Ness para atrair turistas. Tudo que teremos por aqui será naturalmente da região com requinte de metrópole que pensa e valoriza seu capital intelectual.
Demétrius Cotta
http://www.redeaan.blogspot.com/
terça-feira, 30 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Primeiro Encontro cultural com Candidatos à Prefeitura de Sete Lagoas
À Prefeitura de Sete Lagoas.
Os setores culturais de Sete Lagoas sofreram décadas com a falta de sensibilidade e a omissão de governos que se sucederam.
Isto se deve em parte a miopia e imediatismo destes governos e, por outro lado, do conformismo dos próprios setores de cultura.
Esta geração de artistas e pessoas ligadas à cultura, convivendo com a total falta de compromisso dos poderes constituídos, deparou-se garimpando em searas estéreis e lutando em trincheiras solitárias.
As tentativas anteriores de mobilizar as classes culturais em projetos de peso e interesse coletivo frustraram-se diante destas crenças negativas e consolidadas de que “nada se podia fazer a respeito e que qualquer esforço seria em vão”.
Vimos, então, pessoas que se enchiam de brios pela cultura da cidade, se amuando aos primeiros desafios e buscando outras praças culturais, supostamente mais evoluídas.
Assim como reconhecemos nestas pessoas seus talentos e dons artísticos, também lhes concedemos o mérito da razão, ao criticar as “políticas culturais” da cidade e até mesmo debandarem-se para outras regiões.
Não fosse assim, não chegaríamos nunca ao consenso de que, contra uma doença crônica só restaria tratamento de choque e que, para se vencer as forças inerciais consolidadas através de tempos de lutas infrutíferas, seria necessário se buscar algo novo, nunca feito antes na cidade.
E foi na ansiedade destas pessoas inconformadas com um quadro cultural inerte e com a possibilidade de gestão compartilhada, formulada pela diretora do Centro Cultural Nhô Quim Drumond; Sra. Vanessa Coutinho, ao artista plástico e publicitário, Demétrius Cotta é que estamos presenciando o desenvolvimento de uma articulação pública em torno dos reais anseios da população cultural da cidade.
Sob a inspiração deste movimento de artistas e gestores, e com apoio da Rede aan, disparou-se o movimento Tático Cultural, como uma estratégia de cultura pro-ativa a favor da comunidade.
O Tático Cultural nasceu com uma proposta ousada - unir a descrente classe artística em busca do salto de qualidade que Sete Lagoas demanda.
Paralelamente a este movimento, vinha fermentando no seio do Conselho de Cultura esta necessidade de se buscar para a cidade novos modelos de políticas culturais. Este anseio foi observado a partir de sua direção e de alguns poucos conselheiros.
O Conselho de Cultura tem o cacoete da inércia pelos anos à que foi submetido e rendido pelas leis draconianas da legislação municipal.
Refiro-me a uma legislação ultrapassada que não resolve a equação da eficiência em favor do bem comum, e acaba por converter setores da sociedade organizada em compartimentos fechados, de domínios, vaidades pessoais e omissões.
Isto tudo foi compensado com sobras pelo comprometimento de sua direção que percebeu, com alguns poucos conselheiros, que a cultura é um bem comum e que Conselho Municipal e vivência cultural são militância.
Quando o Tático Cultural e o Conselho de Cultura se aproximaram em torno de uma mesma causa deu no que deu. Um marco histórico em nossa cultura e o que parecia em principio impossível, aconteceu.
Oportunamente, o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural veio reforçar esta união.
O Primeiro Encontro Cultural com os candidatos à prefeito de Sete Lagoas teve este mérito de questionar políticos experiente e novos sobre este débito da política para com nossos setores culturais e artísticos.
Não é intenção deste artigo analisar os desempenhos dos candidatos neste encontro ou sua presença e falta, isto é tarefa para os analistas políticos e para a vontade soberana do eleitor no dia da votação. Antes, sugerimos aqui uma reflexão sobre as nossas “políticas culturais” e sobre este divisor de águas que este encontro pode promover na cidade.
O sentimento que melhor descrevia o meu estado de espírito ao sair do evento foi orgulho de estar entre os Sete-Lagoanos de coração, que se propõe a lutar pela nossa cultura com os pés no presente e a visão de futuro.
Acreditamos também que no andar da carruagem mais valores humanos devem se somar ao movimento espontâneo desta digna luta.
O evento teve também o mérito de extrair de todos os candidatos, sem exceção, a promessa de que o próximo secretário de cultura deve sair do seio do setor e com participação do Conselho Municipal de Cultura.
Devemos cobrar esta promessa e tirar Sete Lagoas de vez desta posição vexatória que ocupa no ranking da cultura estadual e nacional.
Sete Lagoas tem potencial e talento para se impor e precisa apenas de apoio dos governos e de gestões culturais competentes para que seja feita esta ligação direta entre arte e capital.
Temos o dever, direito e a força para projetar a cidade definitivamente como pólo cultural e turístico na busca pelo nosso desenvolvimento sustentável, ecológico e humano. Uma cidade cada vez melhor para se morar e viver.
Um oásis cultural na ante-sala do sertão mineiro
João Drummond












Demetrius Cotta - http://www.artmajeur.com/demetrius
